terça-feira, 14 de setembro de 2010

Dead poets Society"s feelings

Não é tão difícil viver; basta seguir em frente.
Complicado, certamente, mas a recompensa é satisfatória e preenche muitas lacunas.
Já o medo de viver só faz aumentá-las. Quem brinca de viver, vive pela metade e viver pela metade é burrice, uma vez que já estamos vivos.
O que se tem a perder, afinal? O que pode acontecer de tão ruim? Morte? Arrependimento? Decepção? A dor do erro é suportável, superável. E insignificante se comparada à constatação de que não se viveu lá muita coisa.
De uma forma ou de outra, tudo isso virá à tona algum dia. Mais cedo ou mais tarde, como dizem.
Quem nunca se arrpendeu ou se decepcionou? Não é o que acontece, mas sim o modo como você encara os fatos que conta. Sejam eles dolorosos ou aprazíveis. Conta nos pontos que você vai ver que marcou lááá no fim (seja ele hoje, semana que vem ou daqui a 10, 50 anos). Quando falamos de sonhos e planos, nos vemos num futuro distante, quando muita coisa terá mudado.
Acontece que nada muda. Nós não mudamos, só evoluímos. E o que nos faz evoluir é nossa capacidade de viver, de nos relacionarmos, de 'aproveitar o tempo'.
Aproveitar... Acho que nunca viveremos tal verbo plenamente. Ao menos é a impressão que dá.
Vivemos de nossas escolhas, mas e quanto à dúvida? Como saber se a escolha é certa?
Acho que não existem escolhas certas ou erradas, afinal. Apenas escolhas. O que fazemos com elas é que as classificam como certas ou erradas. Mas e se forem erradas? Temos de acertar sempre? De novo: O que fazemos com os resultados importa mais do que o resultado em si.

Ninguém dá muita importância quando alguém diz 'aproveite o dia!'
Como eu disse, esse conselho nos parece algo a se manifestar anos mais tarde. Tarde demais.
Mas existe um limite? Creio que não. Nossa juventude está na alma, somos jovens enquanto mantermos o espírito livre. Não falo de rebeldia. Falo de ser livre de preconceitos. E não apenas preconceito com as pessoas. Mas sim, opiniões formadas sobre aquilo que não se conhece.
Todos nós buscamos viver. O negócio é parar pra pensar o que realmente nos torna vivos. E aí então, desfrutar dessa decisão apaziguadora e reconfortante. Pois viver uma mentira é, antes de tudo, uma puta sacanagem com você mesmo.

So, CARPE DIEM.

*

Sim, acabei de assistir Sociedade dos Poetas Mortos. ;D



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