terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Frigideira

Se toda panela tem a sua tampa, então talvez eu seja uma frigideira. Hmm será? Ás vezes penso que não. Mas quem sabe afinal?
Fui a um casamento na semana passada, com direito a tudo: flores, coral, padre tagarela, noiva chorona, noivo mais chorão ainda, festa, dança, canapés... Hmmm foi uma delícia!
Mas, lembranças gulosas à parte, vamos ao que interessa.
Como saber se aquela é a pessoa certa? No que pensam os casais que se separam após 10 anos de casados?
Onde vai parar todo aquele sentimento forte e devastador é o que me intriga. Já vi muita gente dizer 'eu te amo' como se fosse 'sanduíche de queijo' .
E minhas experiências amorosas não foram as mais bonitas ou cheias de ternura...
Já disse várias vezes que temo esse tal amor. Sei o quanto sou confusa e perfeccionista e portanto, sei que me casar seria a decisão mais muitobempensada de toda a minha vida. E olha que eu rodeio muito pra decidir as coisas!
Mas, me lembrando de um texto de um dos meus escritores favoritos, não temos como saber se vai dar certo, e acho que é aí que tá a graça toda.
A matéria do Globo repórter desta semana, mostrou como o nosso corpo age quando ama: O modo como se agitam todas as partículas em volta de nós; como o nosso cérebro trabalha pra que aquele prazer de somente ver a pessoa amada se manifeste e permaneça; como o nosso inconsciente busca qualquer vestígio do nosso objeto de adoração. Mas ainda tenho as minhas dúvidas...
É engraçado como todas as informações sobre amor me vem á cabeça de uma vez só bombardeando a memória; quase que tentando me convencer de que sim, o amor existe! E eu mesma tento me convencer disso. E, parando pra pensar, o que é amar afinal?
Penso no amor que sinto pela minha família, por exemplo. Eu sei que daria minha vida a qualquer um deles sem pensar duas vezes. E sei que nada faria sentido se um deles se ausentasse pra sempre. Acho que quando chegar a amar alguém é exatamente isso que sentirei, multiplicado por um número de vezes que ainda não sei bem qual é...
Pois é, medo.
Amar?
Talvez não para mim.
Quem sabe?

2 comentários:

Anônimo disse...

Se somos frigideiras, ao menos seremos bem sucedidas profissionalmente! rs

@terebintina disse...

Oi, vi o link do seu blog no Poupeé! Enfim, eu assisti um pedaço da reportagem que você citou, e acho que ela fala sobre as reações do corpo humano quando estamos APAIXONADOS, e não quando amamos. Amar para mim é diferente de estar apaixonado, não é uma coisa estúpida e exaltada, é bem o que você disse: a mesma coisa que sinto pela minha família. E eu acho que não difere muito em se tratando de um parceiro, quando se gosta mesmo da pessoa (ela acaba fazendo parte da família também, e das pessoas que você quer proteger e ver feliz). Beijos menina! :* E lembre-se que tem sempre um chinelo velho pra um pé torto! A não ser que se prefira andar descalço... hahaha

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