Ter preguiça de viver é comum.
Diante de tantas obrigações, responsabilidades, problemas, defeitos e frustrações, o peso do que nos desanima dá preguiça de continuar. Bate aquela vontade de fuigr correndo sem olhar pra trás. Não é depressão nem frescura - é preguiça mesmo. É como se a rotina parecesse assim tão penosa que nos dá aquela vontade de deixar pra depois. Só que a vida não espera a gente descansar. Nem respirar. Não espera a nossa recuperação mental que tanto buscamos depois de um daqueles turbilhões de acontecimentos que giram na nossa cabeça feito a última dose de tequila da noite. Esperar a fadiga passar é perder tempo. E quando menos perceber, você passou da estação e não dá pra voltar a pé porque foi longe demais esperando, dormindo, dando um tempinho...
A vida quer mais é ser tateada, comida, bebida, fisgada. Quer ser engolida, como aquela dose de tequila. Quer ser loucamente beijada, feito aquele amor arrebatador. Ela deseja ser vivida. Deseja ser.
A vida quer mais é ser tateada, comida, bebida, fisgada. Quer ser engolida, como aquela dose de tequila. Quer ser loucamente beijada, feito aquele amor arrebatador. Ela deseja ser vivida. Deseja ser.
A gente é que deixa pra lá e tem preguiça. Como se, nesses pequenos momentos maçantes, viver fosse aquela prova de matemática da 3ª série, ou um documentário sobre pedras. Não dá vontade de agir. E a vida exige ação, mesmo naqueles momentos chatos. Pois viver é a cada segundo, e não na hora em que a gente decide.
*o título do texto é da música do Los Hermanos - Deixa o Verão. Dá pra ouvi-la, aqui.

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