Semana passada minha amiga me mostrou um canal do youtube chamado maspoxavida, feito por um cara chamado PC Siqueira.
Desde quando vi o primeiro vídeo eu venho assistindo a todos que ele posta no canal, viciei mesmo. Todos são sobre assuntos aleatórios que todo mundo pensa mas ninguém fala, coisas que muita gente aponta, critica, mas que no fundo, pára pra pensar.
As pessoas são realmente estranhas. São movidas pelo interesse, pela modinha, por aquilo que nem elas mesmas sabem o que representa.
Quantas meninas davam em cima do PC Siqueira antes do canal do youtube dele aparecer na mtv e ficar famosinho na internet? O cara é vesgo, tem tatuagens de videogame no braço e usa um óculos de aro grosso. Conheço muita gente que nem sequer olharia pra um cara descrito assim. Foi só ele receber 500 comentários no youtube que apareceu um monte de gente querendo ser amiga dele. Bastaria ouvir ele dizer o que pensa, bastaria olhar um pouco mais pra ver que ali existe muito mais que o estrabismo ou as tatuagens peculiares.
O que quero dizer com isso é que a maioria das pessoas é realmente hipócrita e preconceituosa e isso realmente me incomoda.
Vivemos numa sociedade onde um explora e usa o outro, sem se importar quem vai ser a vítima no final da história, e eu não sei ser assim. Meus pais me ensinaram que submeter alguém aos seus caprichos e às suas vontades só por que você quer, é errado. Essa sociedade esconde os próprios defeitos, mostrando-se magistral e imbatível quando, na verdade, está tão perdida que precisa atuar constantemente pra não perder a euforia aparentemente simpática da platéia.
Não sei se o mundo seria melhor se a maioria de hoje pensasse como a minoria - minoria da qual eu faço parte - mas estou certa de que não sei viver seguindo um roteiro escrito pra um teatro de fantoches; me soltei de minhas amarras e sei onde quero ir. É exatamente como o Mito da Caverna de Platão; tenho a plena consciência de que lá fora as coisas são muito mais favoráveis e que minhas decisões serão bem sucedidas se eu continuar assim. Mas isso eu falo por mim. E quanto aos outros? Me preocupo com os outros por precisar de outras pessoas ao meu redor pra expandir meus conhecimentos e preencher minhas lacunas; o ser humano precisa da sociedade afinal, ainda que ela seja hostil. A solução portanto é encontrar seu quadro social - sua parte em toda essa movimentação, e não somente tentar se adaptar ao que você não se integra só pra não ter que encarar a dor veemente de uma solidão devastadora. Tenho a impressão de que o preço que se paga por viver fingindo será muito alto quando a conta chegar. E além de caro será irremediável. Gostaria que mais pessoas como o PC aparecessem por aí; saíssem de seus esconderijos e dissessem o que pensam (ainda que fosse apenas por distração).
Concluindo: prefiro não dar ouvidos ao que não constrói, ainda que o incômodo seja meu maior preço. Esse eu estou disposta a pagar, tão insignificante ele é - ou melhor: assim eu o faço ser visto.
*
Desde quando vi o primeiro vídeo eu venho assistindo a todos que ele posta no canal, viciei mesmo. Todos são sobre assuntos aleatórios que todo mundo pensa mas ninguém fala, coisas que muita gente aponta, critica, mas que no fundo, pára pra pensar.
As pessoas são realmente estranhas. São movidas pelo interesse, pela modinha, por aquilo que nem elas mesmas sabem o que representa.
Quantas meninas davam em cima do PC Siqueira antes do canal do youtube dele aparecer na mtv e ficar famosinho na internet? O cara é vesgo, tem tatuagens de videogame no braço e usa um óculos de aro grosso. Conheço muita gente que nem sequer olharia pra um cara descrito assim. Foi só ele receber 500 comentários no youtube que apareceu um monte de gente querendo ser amiga dele. Bastaria ouvir ele dizer o que pensa, bastaria olhar um pouco mais pra ver que ali existe muito mais que o estrabismo ou as tatuagens peculiares.
O que quero dizer com isso é que a maioria das pessoas é realmente hipócrita e preconceituosa e isso realmente me incomoda.
Vivemos numa sociedade onde um explora e usa o outro, sem se importar quem vai ser a vítima no final da história, e eu não sei ser assim. Meus pais me ensinaram que submeter alguém aos seus caprichos e às suas vontades só por que você quer, é errado. Essa sociedade esconde os próprios defeitos, mostrando-se magistral e imbatível quando, na verdade, está tão perdida que precisa atuar constantemente pra não perder a euforia aparentemente simpática da platéia.
Não sei se o mundo seria melhor se a maioria de hoje pensasse como a minoria - minoria da qual eu faço parte - mas estou certa de que não sei viver seguindo um roteiro escrito pra um teatro de fantoches; me soltei de minhas amarras e sei onde quero ir. É exatamente como o Mito da Caverna de Platão; tenho a plena consciência de que lá fora as coisas são muito mais favoráveis e que minhas decisões serão bem sucedidas se eu continuar assim. Mas isso eu falo por mim. E quanto aos outros? Me preocupo com os outros por precisar de outras pessoas ao meu redor pra expandir meus conhecimentos e preencher minhas lacunas; o ser humano precisa da sociedade afinal, ainda que ela seja hostil. A solução portanto é encontrar seu quadro social - sua parte em toda essa movimentação, e não somente tentar se adaptar ao que você não se integra só pra não ter que encarar a dor veemente de uma solidão devastadora. Tenho a impressão de que o preço que se paga por viver fingindo será muito alto quando a conta chegar. E além de caro será irremediável. Gostaria que mais pessoas como o PC aparecessem por aí; saíssem de seus esconderijos e dissessem o que pensam (ainda que fosse apenas por distração).
Concluindo: prefiro não dar ouvidos ao que não constrói, ainda que o incômodo seja meu maior preço. Esse eu estou disposta a pagar, tão insignificante ele é - ou melhor: assim eu o faço ser visto.
*

Nenhum comentário:
Postar um comentário