Semana passada fui a uma palestra cujo título era: "desperte o gigante que existe em você!'"
Quando meu chefe perguntou se eu queria ir, eu pensei: "Ok, vamos lá, de repente eu aprendo algo de bom, apesar do cansaço. Quam sabe eu não consigo tirar um cochilinho?" (A palestra foi depois de um dia intenso de trabalho, às 19h30).
Chegando lá, o início era até interessante. Quando começou a ficar engraçado, era impossível não prestar atenção no que era falado ali. Todas as quase 400 pessoas que estavam naquele salão eram ouvintes concentrados e o entusiasmo nos olhos de cada um era contagiante. No período de quatro horas, fomos 'acordados' para o mundo, da forma mais simples: sendo apresentados ao nosso cérebro.
Muita gente ali, não sabia, por exemplo, que o ser humano usa muito menos do cérebro do que é capaz e a maioria de nós não sabe que não sabe de muita coisa que acontece com nosso corpo, como os comandos que damos ao nosso cérebro pra realizar tarefas e tomar decisões.
E tudo está curiosamente interligado nos últimos dias.
Na última Superinteressante que eu li (do mês de Agosto), havia uma matéria realmente super interessante, como promete o título da revista: os donos do mundo são os vírus, bactérias, micróbios e semelhantes que convivem conosco; ou melhor dizendo, com os quais nós convivemos e mais do que isso: somos uma pequena parte deles, como se fôssemos um sundae enorme a ser devorado. E, ironicamente, ao ler essa matéria eu estava numa sala de espera lotada e impaciente do pronto socorro, para cuidar de uma dorsinha na garganta.
Dias depois, bati um papo interminavel e deliciosamente estimulante com uma amiga, sobre filosofia e psicologia, focando sem saber, exatamente naquilo que iríamos assistir no dia seguinte, numa palestra que eu queria que não tivesse acabado. Palestra essa aliás, que ficamos sabendo totalmente sem querer, enquanto conversávamos sobre qual livro de autoria nacional minha amiga deveria levar, ao que eu sugeri Clarice Liespector, destacando que existem momentos de ler Clarice, ao que uma moça da Livraria me perguntou quais eram esses momentos. Não demorou muito pra que eu mostrasse minha tatuagem e ela comentasse sobre o evento literário incrível que aconteceria aquela semana, nos dando convites para a abertura da Tarrafa Literária, onde assistimos ao show maravilhoso de Arnaldo Antunes, excluisivo, acústico, lindo.
As coisas acontecem quando tem que acontecer. Alguém já assistiu O curioso caso de Benjamin Button? Pois todos deveriam fazê-lo, ou procurar estímulos do tipo, pra expandir suas idéias, suas realizações, já que por conta própria é tão inexistente o ato de enxegar capacidades ocultas dentro de nós mesmos, quando na verdade, somos todos capazes; o impedimento está em nós.
*o título é o mesmo de uma matéria da Super, de mesma margem de assunto e, claro, interessantíssima.

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