terça-feira, 1 de setembro de 2009

Timidez.

Eu sou uma pessoa que, embora muitas vezes não pareça, possui uma timidez agudíssima, que se manifesta nas horas mais críticas, decisivas.
Hoje saí com uma amiga que morava em outra cidade, distante, e há algum tempo, voltou pra Santos. Fomos em duas das livrarias que eu mais frequento (aliás, que eu frequento ao menos uma vez por semana, nem que seja pra olhar as lindas pilhas de livros), e voltamos pra casa com um convite prum evento literário que promete ser incrível, e algumas dicas de bares que tocam música boa, no centro.
Bom, eu comentei que eu frequento as livrarias ao menos uma vez por semana? Pois bem. Eu fiquei me perguntando: há quanto tempo rolam eventos como esse na minha cidade, e eu não fico sabendo pelo simples motivo intrigante que é a minha timidez ter me travado para conversas casuais nos lugares que eu sempre frequento? E é claro que possíveis 'altos papos' já foram direcionados a mim por várias vezes incontáveis nessas minhas caminhadas solitárias, e é claro que eu, tímida e insegura, não os percebi.
Conversando com essa amiga (a mais psicóloga de todas!) decidi mudar, driblar um defeito que faz somente com que o futuro colorido que eu vejo no meu horizonte vá se tornando cinza e medíocre... E penso que se todos nós fizéssemos exatamente isso, raciocinarmos sobre a própria personalidade e sobre as escolhas tomadas, seríamos mais realizados.
É, eu me sinto realizada quando tomo atitudes que eu sei que me farão, anos mais tarde (num daqueles momentos de reflexão), pensar nas tentativas que eu fiz de me tornar uma pessoa melhor pra mim mesma, e para aqueles que eu quero bem, aqueles com os quais eu realmente me importo.
E o mundo precisa girar, afinal, não é?
O fato de eu permitir que minha timidez me prive de certos momentos e experiências não significa que essas oportunidades estarão esperando eu tomar coragem pra ser (olha que complexo!) exatamente aquilo que eu sou.
*
"E pela minha lei, a gente era obrigado a ser feliz." Chico Buarque

2 comentários:

Anônimo disse...

"a mais psicóloga de todas" - hehe

Depois de ontem, talvez o mais cabível seja: "a mais filósofa de todas"
Nosso caminho está só começando, é bom tê-la como companhia nesta jornada!

Lua Zarod disse...

Bom? É muito mais que isso!

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